Anticoncepcionais – Qual método escolher


Introdução

Uma grande variedade de métodos anticoncepcionais está disponível no mercado, alguns mais conhecidos, como as pílulas e a camisinha. Nenhum desses métodos está isento de riscos e efeitos colaterais e a decisão sobre qual o melhor método deve ser individualizada, ponderando diversos fatores, entre eles os custos, desejo futuro de gravidez, efetividade, entre outros.

Métodos Anticoncepcionais Disponíveis:
• Anticoncepcionais orais – Pílulas 
• Anticoncepcionais injetáveis 
• Anticoncepcionais transdérmicos ou transvaginais 
• Métodos de barreira – Camisinha masculina, feminina e diafragma 
• Métodos químicos – Espermicidas 
• Dispositivos Intra- uterinos 
• Amamentação 
• Esterilização- Laqueadura e vasectomia 
• Abstinência sexual próximo à ovulação - Tabelinha, temperatura corporal basal, muco cervical.

 
 

As taxas acumuladas de gravidez em um ano atingem 90% para mulheres em período fértil sexualmente ativas. Como a ovulação sempre antecede a menstruação, as adolescentes devem iniciar o uso de métodos anticoncepcionais quando começarem a vida sexual. Para mulheres na perimenopausa, o aconselhamento anticoncepcional é mais complicado, visto que é difícil a predição de quando a fertilidade acabou.
Resultados do National Survey of Family Growh de 1995 demonstram que um terço de todas as gestações não foram programadas. Dentro desse grupo, metade das gestações não planejadas aconteceu em pacientes utilizando métodos anticoncepcionais.
A importância de um aconselhamento completo, eficaz e preciso e a educação sobre a maneira correta de uso das medicações é essencial para a eficácia de qualquer método. Discutiremos a seguir alguns métodos anticoncepcionais disponíveis, lembrando que nenhuma informação trazida aqui substitui a consulta médica com seu ginecologista.

Efetividade do método anticoncepcional

Em geral, métodos anticoncepcionais que dependem de usos diários, ou utilizados na hora da relação, são os mais sujeitos a falha anticoncepcional pela dificuldade em realizar seu uso correto. Nesse sentido, dispositivos intra- uterinos e métodos hormonais injetáveis ou implantes apresentam um menor risco de falha e consequentemente gravidez.
Outra opção que pode ser utilizada se o uso do anticoncepcional foi feito de maneira incorreta e existe possibilidade de falha do mesmo é a pílula do dia seguinte, que pode ser realizada até 5 dias após a relação.

Anticoncepção de emergência


Muitas pacientes comparecem à consulta de anticoncepção após relação sexual desprotegida consensual e, infelizmente, até mesmo após vitimização sexual. Nessa situação, existem métodos, que se usados corretamente, podem diminuir as chances de uma gestação não planejada.
Entre os métodos hormonais disponíveis, também conhecidos como pílula do dia seguinte, temos os métodos combinados (estrógenos e progestágenos) e progesterona isolada. Ambos devem ser realizados em até 72 horas da relação sexual desprotegida, com nova dose 12 horas após a primeira. Nota-se também proteção anticoncepcional se esses métodos forem utilizados até cinco dias após a relação, porém quanto mais rápido o método for utilizado, maiores são suas chances de sucesso.
Entre os efeitos colaterais mais comuns estão as náuseas e vômitos. Por essa razão, a associação de medicação antiemética 1 hora antes de cada dose aparece como uma boa opção.
É importante lembrar que se ocorrerem vômitos com 2 horas da ingestão da medicação, nova dose deve ser realizada.
Convém elucidar que gestações já estabelecidas dificilmente serão afetadas.

Anticoncepcionais orais

A maioria dos métodos anticoncepcionais orais contém dois hormônios em sua composição (estrógenos e progestágenos) e recebem o nome popular de pílula. Os comprimidos compostos por progestágenos isolados recebem o nome de mini-pílula.

Anticoncepcionais orais combinados (pílulas)

São os mais freqüentes. Agem inibindo a ovulação, impedindo a migração do espermatozóide e criando um endométrio (camada mais intima do útero) desfavorável a implantação.
O único estrógeno disponível atualmente é o etinil- estradiol (cabe lembrar que as indústrias farmacêuticas possuem várias frentes de pesquisa em andamento, entre elas a criação de uma pílula com estrogênio natural), que é associado à progestágenos diversos, escolhidos pelos presumíveis efeitos estrogênicos, antiestrogênicos e, especialmente, seus efeitos androgênicos.
Atualmente, as pílulas apresentam dosagens menores em relação à primeira linha criada. Com isso, os efeitos colaterais também apresentaram redução. A maioria das pílulas apresenta 35µg ou menos de etinil- estradiol. A quantidade de progesterona pode variar dentro de uma única cartela, com intenção de reduzir os efeitos metabólicos e efeitos colaterais provenientes da mesma. São as chamadas pílulas bifásicas ou trifásicas (algumas com variação da quantidade de estrógenos dentro da mesma cartela, porém sempre mantidos entre 20 e 40µg de etinil- estradiol).
Se uma pílula é esquecida, a concepção é menos provável com pílulas de maior dose de estrógenos e progestágenos. Quando a falha é reconhecida, deve-se dobrar a dose do dia seguinte. O restante da cartela é completado tomando uma pílula por dia.
Se algumas pílulas são esquecidas, ou pílulas de baixa dosagem são utilizadas, a próxima dose deve ser dobrada e um método de barreira (p. ex. camisinha masculina) deve ser usado associado por sete dias. O restante da cartela é completado tomando uma pílula por dia.
Alternativamente, nova cartela pode ser começada, lembrando sempre de associar um método de barreira pelos próximos sete dias. Deve-se considerar o uso do método anti- concepcional de emergência. Se a menstruação não ocorrer após termino da cartela, deve-se continuar com o uso das pílulas, ou método de barreira, mas deve procurar seu ginecologista para excluir gravidez.

Progestágenos orais (mini- pílulas)

As mini- pílulas são de uso diário, não inibem a ovulação, agindo principalmente nas alterações de muco cervical e efeitos no endométrio. Como as mudanças do muco cervical não duram mais de 24 horas, para atingir seu efeito máximo, deve-se tomar a medicação sempre no mesmo horário.
Entre suas vantagens estão o efeito mínimo no metabolismo dos carboidratos ou da coagulação e não causam ou exacerbam a hipertensão, podendo ser utilizados em alguns casos de contra-indicações ao uso da pílula (anticoncepcional oral combinado). Entre as desvantagens estão as maiores taxas de falha quando comparados com os métodos combinados. Sangramento menstrual irregular também é uma desvantagem importante. Se uma mini-pílula for tomada com mais de 4 horas de atraso, um método anticoncepcional adicional (por exemplo, camisinha) deve ser usado pelas próximas 48 horas.

Dr. Giuliano Bedoschi


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